A mente quer adiar
Conta-se que quando Alexandre, o Grande, estava vindo para a Índia, encontrou-se com um grande místico, Diógenes. Diógenes é um dos grandes Sufis. Diógenes costumava andar nu, como os animais. Ele era tão belo na sua nudez... porque é a feiúra que tentamos esconder, não a beleza. (...)
Diógenes vivia nu, mas sua nudez era muito, muito bela - porque era inocente. Você também pode viver nu como uma perversão, e então não será bonito. Então você será um exibicionista - algo ficou errado em seu mundo psicológico. Diógenes vivia nu como os animais. E Alexandre, dizem, ficou com inveja. Ele estava vestido com as roupas mais caras possíveis, e sentiu inveja ao ver Diógenes nu. Tão belo! - invejoso. Ele perguntou: "Como posso ser como você? - tão inocente, tão belo!".
Diógenes respondeu: "Não existe um como para isso". E ele estava deitado na areia, à beira de um rio. Era de manhã e o sol estava nascendo; ele devia estar apreciando a poesia que vem das areias para o corpo nu, as mensagens sutis, o calor morno do sol sobre ele.
Diógenes disse: "Não há ncessidade de perguntar por nenhum como. Esta margem é grande o bastante para nós dois. Jogue fora suas roupas e deite-se aqui comigo".
Não existe um como a se perguntar. Por que perguntar como? O como é um truque da mente para adiar. Se você perguntar como, estará perguntando como deixar para depois, porque estará dizendo que deve haver algo a ser praticado. E a prática leva tempo. E, naturalmente, você não pode praticar agora; o amanhã chega. E, uma vez que o amanhã chegar, você estará acabado.
(Osho, "Antes que você morra", Editora Madras)
Escrito por Nim às 11h19
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