Os quatro mundos
Segundo a Cabala, a Criação se manifesta em quatro densidades diferentes de matéria, da mais sutil à mais densa, gradativamente, em direção descendente, a partir da luz absoluta. Isso significa que, no ato da Criação, a luz emanou da fonte original e, à medida que dela se distanciava, ia se adensando, cada vez mais, até a materialidade perceptível pelos cinco sentidos. Em outras palavras, o universo criado contém quatro graus que se sobrepõem, tendo como medida as noções de espírito e matéria. Esses graus são chamados de "mundos". Entende-se, então, que os mudnos superiores são sutis e espirituais, e os mudnos inferiores, densos e materiais. Entende-se também que os mundos sutis estão mais próximos à fonte, e os mundos densos, mais distanciados.
(Tova Sender, "O que é Cabala Judaica", Editora Nova Era)
Escrito por Nim às 11h57
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A obsessão por "fazer"
Quando a árvore está transbordante de vitalidade, ela desabrocha e floresce. As flores são um fluxo. Somente quando você tiver bastante e não puder contê-las, elas irromperão.
A espiritualidade é um florescimento, é o luxo supremo. Se você estiver transbordante de vitalidade, somente então algo como uma flor dourada desabrocha em você. William blake estava certo quando disse: "Energia é deleite." Quanto mais energia você tiver, mais deleite terá.
O desespero surge porque a energia vaza e as pessoas se esqueceram de como contê-la. A energia está vazando em mil e um pensamentos, preocupações, desejos, imaginações, sonhos e memórias. E a energia está vazando em coisas desnecessárias que podem ser facilmente evitadas. Quando não há necessidade de falar, as pessoas insistem em falar; quando não há necessidade de fazer coisa alguma, elas não podem se sentar em silêncio, elas precisam "fazer".
As pessoas estão obcecadas pelo fazer, como se o fazer fosse algum tipo de tóxico; ele as mantém embriagadas. Elas permanecem ocupadas para não terem tempo de pensar nos problemas reais da vida. Elas se mantêm ocupadas para não darem de cara consigo mesmas. Elas estão amedrontadas, amedrontadas com o abismo que está abrindo a boca por dentro delas. É assim que a energia vaza, e é por isso que você nunca tem muito dela.
Você precisa aprender a abandonar o desnecessário. E 90% da vida comum é desnecessária; ela pode ser facilmente abandonada. Seja praticamente telegráfico, mantendo apenas o essencial, e terá tanta energia de sobra que um dia, subitamente, começará a florescer, por nenhuma razão.
(Osho, “Mensagem 215 – Energia”, retirado das mensagens diárias enviadas por Suresh – suresh@terra.com.br)
Escrito por Nim às 10h02
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A única atitude
Eu amo mesmo exatamente,
porque amar é tudo que se faz
ou não.
(Paulinho Pedra Azul, “Valsa do Desencanto”, álbum “Jardim da Fantasia”)
Escrito por Nim às 10h36
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Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.
(Cecília Meireles, “Flor de Poemas”, Editora Nova Fronteira)
Escrito por Nim às 21h18
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